carbonreport.com.br

Solfácil anuncia captação de R$ 600 milhões para financiar projetos de energia solar

Solfácil anuncia captação de R$ 600 milhões para financiar projetos de energia solar

O custo mais atrativo do capital deve se traduzir em taxas de juros mais baixas para os consumidores finais, tornando os painéis solares mais acessíveis para um número maior de consumidores

29 de fevereiro de 2024

A Solfácil, com atuação na área de energia solar, anunciou nesta quinta-feira (29/2) a sua primeira captação de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), no valor de R$ 600 milhões, para viabilizar o financiamento de mais de 20.000 projetos de sistemas fotovoltaicos para pessoas físicas e jurídicas. A operação realizada por meio da Kanastra Securitizadora teve o Itaú BBA como coordenador e é a maior já registrada no setor de energia solar distribuída no Brasil.

Guillaume Tiret, CFO e cofundador da Solfácil
Guillaume Tiret, CFO e cofundador da Solfácil

O custo mais atrativo do capital deve se traduzir em taxas de juros mais baixas para os consumidores finais, informou a empresa. Isso torna o financiamento de painéis solares mais acessível para um número maior de pessoas, impulsionando a expansão da energia solar no país.

Classificada pela Fitch Ratings, a emissão foi dividida em cinco classes de séries. A primeira obteve a classificação de risco AA+, e a segunda AA. O CRI obteve a classificação de título verde.

Para Guillaume Tiret, CFO e cofundador da Solfácil, a entrada da empresa no mercado de CRIs é um passo importante, pois viabiliza o acesso a um público maior de investidores, com foco em pessoas físicas e demonstra a confiança dos investidores no potencial da energia solar para acelerar a transição energética no país.

“A oferta dos CRIs verdes nos permite empoderar os brasileiros através de uma energia limpa, produzida por eles mesmos. Ajudamos também os milhares de integradores solares que dependem do ecossistema da Solfácil fecharem mais vendas”, diz Tiret.

De acordo com Manuel Netto, cofundador da Kanastra, a operação com Solfácil é um exemplo de operação bem estruturada com uso de tecnologia. “É uma parceria da qual temos muito orgulho, conseguimos montar uma esteira robusta e eficiente, totalmente integrada entre securitizadora e originador, operando em escala mas com todas as particularidades dos ativos da Solfácil. A integração permite uma análise detalhada de cada ativo e um monitoramento diário da carteira, que conta com mecanismos de desalavancagem e teve ótimo rating preliminar”, diz o executivo.

Com a emissão do CRI verde, a Solfácil já acumula mais de R$1,3 bilhão captado nos últimos nove meses. Em julho de 2023, a empresa captou R$418 milhões por meio de um Fundo de Investimentos em Direito Creditório (FIDC). Já em novembro, a Solfácil levantou R$250 milhões em linha de financiamento revolvente securitizada com o Goldman Sachs, que atingiu o total de R$1 bilhão.

A empresa projeta realizar novas captações de CRIs ao longo deste ano. Em 2022, a Solfácil ampliou o modelo de negócios para ser o maior ecossistema de soluções solares da América Latina e passou a oferecer a venda e distribuição de equipamentos fotovoltaicos, seguros, sistema de monitoramento de energia, além de um programa de benefícios para os parceiros integradores. Em apenas cinco anos, a Solfácil já financiou R$3 bilhões em financiamentos para projetos de energia solar de 100 mil clientes finais.

A empresa foi fundada em 2018 e oferece financiamento, distribuição de equipamentos solares, sistema de monitoramento de energia solar, seguros, e programa de benefícios para integradores solar que atendem projetos de geração distribuída de energia solar para pessoas físicas e pessoas jurídicas.